E foi no dia 11 de julho de 2015, que nosso projeto da ONG Movimento Mulher saiu do papel.
Nesta data, de 11 de julho de 2015,
foi promovido um debate participativo, com efetiva expressão oral e manifestação de cada uma das pessoas presentes,
onde algumas optaram por deixar registrado suas falas:
"A Participação Política e Social das Mulheres é essencial! Cada uma das mulheres
presentes é uma
especialista em pelo menos alguma área
do conhecimento e/ou da vida e que todas poderão, em algum momento, atuar compartilhando
este conhecimento com as demais, em encontros que deverão ser marcados com temáticas específicas. Percebe-se em comum a indignação perante as injustiças e a vontade de mudar o mundo
tornando-o mais igualitário
e justo, sendo esta a motivação
de fundarmos a organização,
pois a partir dela poderemos nos unir em torno destes objetivos". (Patrícia Bonfante)
"Criciúma é a segunda cidade no Estado de Santa
Catarina, onde as mulheres são
vítimas de
violência e também por isso é extremamente importante a constituição de uma Ong feminista. Precisamos
sempre ter presente que a “Mulher pode. Mulher pode sim. Se tem
uma coisa que mulher pode, é
poder!" (Maria Dorotéia
Maçaneiro).
"A saúde da família passa pela mente e atitude da
mulher/mãe, consaguínea ou social, passa pelo olhar da
sensibilidade pelo coração
de uma mulher, mãe
administradora do lar, esposa, profissional.....Nós mulheres temos que ser excelentes companhias de nós mesmas; ninguém dá o que não tem: sentimentos, amor, acolhida,
abnegação de algo
para suprir a necessidade do outro/a. "(Raquelina Leopoldo).
"Minha
vó cantava uma
música que
falava do entregador de leite, do
trabalho que ele e a mulher passavam! Uma parte do refrão dizia assim: "[..] e a mulher
dele diz que tudo o que ela faz, ainda é café pequeno!” A música é do século passado, minha avó faleceu com mais de noventa anos,
mas ainda reflete bem o que a nossa sociedade machista pensa. A mudança ainda é pequena. Nossa luta tem que ser
contínua. O
machismo é muito forte
e contamina as relações
familiares, a educação
das crianças e
jovens."(Maria Rosa Fernandes Mendes).
"
O que as mulheres lutaram na década
de sessenta, parece que está
sendo escrito e vivido agora." (Janaina Vitória)
"Mulheres
sábias que
compartilham beleza com o mundo, que tem consciência das suas escolhas e conseqüências!" (Cleo Rosa)
"Me sinto feliz por estar presenciando o início de uma organização social que pretende discutir temas
importantes para as mulheres no município;
que me sentia envergonhada por não
haver expressão
das lutas por direitos em um município
desse porte e de não
estar fazendo muita coisa por isto.
Um exemplo de um tema que merece
atenção - existe movimento nacional de
combate - é a violência obstétrica, que são as causas e efeitos do desrespeito
ao direito das mulheres a maternidade segura; e em Criciúma isso é representado pela estrutura de
atendimento ambulatorial e hospitalar precários a que estão sujeitas as mulheres na gravidez e
no parto.
Espero que seja uma sementinha de um
movimento que só
cresça e dê bons frutos." (Mara Rocha).
"
Me chamo Cleonice da Rosa, mais conhecida por Nice.
Tenho 52 anos, Divorciada, 3 filhos
homens, 2 casados e um solteiro que mora comigo.
Frequento a Doutrina Espírita Kardecista onde tenho me fortalecido para as
adversidades da vida.
Meu trabalho hoje é como cuidadora de idosos, e serviços domésticos.
Ao longo dos anos venho em uma
trajetória no
movimento sindical e político,
nas lutas pelos direitos trabalhistas em geral, onde desenvolvi os maiores
conhecimentos no interagir com pessoas de vários níveis e personalidades diferentes.
Fui convidada pela Doroteia para
participar da Ong Movimento mulher, onde espero poder contribuir para
que possamos reconstruir
um mundo melhor para todos e todas.
Meu trabalho hoje, ainda me retém uma parcela maior de meu tempo, não posso me dedicar como gostaria ao
movimento durante os dias da semana, pois não posso ausentar-me para algum
evento que ocorra durante o dia.
Mas na medida do possível, a noite ou nos finais de semana,
vou estar participando das reuniões
e planejamento agendados". (Cleonice Rocha/Nice)
"
Ao longo da história, lutamos, contribuímos e conquistamos : o término da escravidão, o voto, o direito a estudar,
derrotamos limites para a Mulher trabalhadora, conquistamos direitos
trabalhistas para as mulheres, como poder amamentar para além dos seis meses, defesa da amamentação...... ajudamos a construir a
democracia, lutamos e lutemos por cidadania e dignidade continuamente;
educarmos nossos filhos/filhas pelo diálogo
e podemos em termos de práxis,
fazer muito mais, muito mais, muito mais em termos de dignidade humana,
cidadania, justiça
social, lutando efetividade dos Direitos Humanos, para todos os seres. A
efetividade cotidiana de acesso a uma educação histórica social, com profundo
compromisso da filogênese,
microgênese e ontogênese; pois tudo começa no cotidiano, com a liberdade e
igualdade, e a busca do direito à
vida, educação,
saúde, moradia,
trabalho, alimentação...direitos
garantidos em nossa Constituição
Federal "(Clélia
Mara Fontanella Silveira).
E
assim pensamos, diante da vida:
"
" Sou o quero ser, porque possuo apenas
uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho
felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades
para fazê-la forte.
Tristeza
para fazê-la humana e esperança suficiente
para
fazê-la Feliz.
As
pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que
aparecem em seus caminhos ." ( Clarice
Lispector).